1º ENCONTRO DE MELIPONICULTURA DE PEDRA AZUL/ES

1º ENCONTRO DE MELIPONICULTURA DE PEDRA AZUL/ES

A AME-ES (Associação dos Meliponicultores do Estado do Espírito Santo) promoveu em parceria com o Instituto Canal, em 12 de março de 2017, o seu primeiro encontro na localidade de São Paulinho, em Pedra Azul/ES, tendo a Uruçu Capixaba (Melipona capixaba) como principal tema. O encontro contou com participantes de diferentes municípios.

O Instituto Canal se prepara para registrar em Pedra Azul/ES, uma Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN, e que vai, juntamente com a AME-ES, trabalhar a meliponicultura na região; um santuário onde as espécies nativas são protegidas.

Foi defendido que os criadores devem ser mantenedores apenas de espécies de ocorrência natural nos ambientes de seus meliponário. Há uma grande preocupação com a criação da espécie Uruçu Nordestina (Melipona scutellaris) no Espírito Santo, principalmente em regiões próximas dos locais mais indicados para a abelha Uruçu Capixaba (M. capixaba) – altitudes a partir de 600 metros, com temperaturas médias anuais em torno de 18-23ºC e cobertura vegetal do tipo Floresta Ombrófila Densa e Floresta Ombrófila Aberta .  A preocupação vem do fato de haver registros de casos de hibridismo entre as espécies, existindo poucas diferenças genéticas entre elas.

A Uruçu Capixaba está ameaçada pelo fato da área de ocorrência natural identificada até o momento ser bastante limitada, em torno de 3450 km². Somando-se a isso, tem ocorrido nos últimos anos uma redução dos ninhos naturais, estando em situação de perigo mais efetivo.

Embora haja um progressivo aumento na quantidade de colônias de Uruçu Capixaba em meliponários, o risco da espécie permanece, já que dentro dos critérios científicos atuais, quando se avalia a situação de risco de uma espécie, considera-se apenas a sua ocorrência natural.

A preservação dessa espécie deve passar pelo estabelecimento de um plano de ações bem montado, atuando em diversas frentes:

  • Trabalho de conscientização para evitar a retirada ou morte de ninhos naturais;
  • Formação continuada dos meliponicultores;
  • Coibir o tráfico dessa espécie para locais que não seja de sua ocorrência;
  • Adequação da legislação, com concessão de licenciamento ambiental simplificado;
  • Permissão de transporte dentro da região de montanhas;
  • Melhoria da genética com intercambio das colônias dentro da área de ocorrência;
  • Estabelecer um percentual de colônias de criadores que devem ficar sem manejo, buscando o enxameamento para a natureza.

É dentro deste contexto que o Instituto Canal e a AME-ES, lançaram neste dia a pedra fundamental de um meliponário junto da área que será transformada em RPPN. Este meliponário ficará a disposição dos associados da AME – ES que pretendem criar a Uruçu Capixaba (M. capixaba) com fins preservacionistas.
Fonte:

http://ibramar.org/pt/noticias/foi-criada-a-rppn-urucu-capixaba

https://ame-es.blogspot.com.br/

http://meliponariocapixaba.blogspot.com.br/

Texto adaptado por  Alexandre Max Muller – Tecnólogo em Petróleo e Gás / Especialista em Gestão de Qualidade e Produtividade

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