Você Sabia

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Estima-se que, só no Brasil, existam cerca de 350 espécies de abelhas sem ferrão. Este número indica a infinidades de diferenças regionais que elas podem apresentar A gama de sabores  do mel produzidos por elas vai do muito doce ao muito ácido, com qualidades e características bastante diferentes do mel das abelhas africanizadas. São também marcantes as diferenças de sabor encontradas nos méis produzidos em comunidades distantes, umas das outras. Isso porque variações geográficas influenciam a composição das floradas onde as abelhas nativas – muito mais exigentes do que as abelhas africanizadas –  pastam e isso determina os “matizes” dos sabores do mel. Por isso, não se define um sabor de mel apenas pela florada (exemplo: de mirim, assapeixe ou multifloral). O sabor de um determinado mel só se define a partir da identificação das comunidades produtoras, neste caso, Comunidade de Limoeiro (Amazônia/Campos alagados da baixada maranhense), Comunidade de Moura (Cerrado), Comunidade de Todos os Santos (Cerrado), Comunidade de Preazinho (Cerrado/Campos alagados de restinga) etc.

O mel de abelhas nativas vem despertando o interesse de consumidores exigentes não só pelos sabores, mas pelo seu processo de extração e processamento, únicos, seu valor culinário, medicinal e socioambiental. Isto têm estimulado Chefs de padrão internacional a utilizar as variedades do produto como iguarias, inserindo-os em algumas das receitas mais valorizadas de seus empreendimentos. A divulgação dos sabores territoriais vem sendo feita, com grande sucesso, em oficinas de degustação.

Produtos derivados dos méis como o molho agridoce (mel com pólen fementado), mel com pimenta ou com canela, assim como o mel envelhecido (acima de 5 anos), tem ganhado a atenção e atraído consumidores que procuram inovação.